segunda-feira, 26 de maio de 2008

poemas dispersos

fechou-se o palco com um actor lá dentro fecharam-se as cadeiras as luzes os alfabéticos-pirilampos baixou o lustre com os grandes e os pequenos cristais de quartzo correu a cortina de ferro fechou-se o palco com um actor lá dentro nesta casca de ovo o actor respirou enfim por fim até ao fim e silenciou-se numa espécie de chão e madeira lembro assim o actor que foste e as horas que passo sem ti hoje dia em que também estou fechado no ovo respiro o fumo que deixaste do último cigarro e é de um corpo triste e derrotado que faço a minha vitória

1 comentário:

Rubens da Cunha disse...

fiquei tão impressionado com esse poema que o levei para minha casa.

abraços
Rubens