sábado, 12 de janeiro de 2008

o sonho

Luiz Pacheco, ainda (sempre)

João Pedro George lamenta morte do escritor Luiz Pacheco A morte do escritor e crítico literário Luiz Pacheco constitui «uma perda irrecuperável», disse hoje à agência Lusa o professor universitário João Pedro George, que considerou o escritor um «tipo humano singular e irrepetível». Em declarações à agência Lusa, João Pedro George - que está a fazer a tese de doutoramento sobre a biografia do escritor e crítico literário - disse lamentar «imenso» a morte de Luiz Pacheco, que considerava um «amigo pessoal», um «tipo humano singular e irrepetível» e não «um exemplar em série como acontece normalmente». Luiz Pacheco, que chegou a ser conhecido como «um escritor maldito», fez da crítica a maneira de estar na literatura e da literatura o estar, referiu. «Sinto a morte de Luiz Pacheco de uma forma muito profunda, já que o considerava um amigo pessoal e é quase como se o conhecesse intimamente», acrescentou João Pedro George. A nível literário, João Pedro George considerou que com o desaparecimento de Luiz Pacheco «se perde um escritor como não voltará a existir outro». Sublinhou ainda que o projecto literário de Luiz Pacheco foi «indissociável» da sua vida, razão por que é difícil perceber um sem que se entenda a outra. «Era uma personalidade que poderíamos considerar excêntrica, que sempre que abria a boca nunca se sabia o que ia dizer, mas era um ser humano único», frisou. João Pedro George acrescentou que há «vários anos» que estuda a vida e obra de Luiz Pacheco, pelo que a vida do escritor tem «estado quase diariamente presente» na sua vida nos últimos anos. «O crocodilo que voa» é o título do livro de João Pedro George, que sairá ainda este mês pela Tinta da China e que reúne as últimas entrevistas dadas por Luiz Pacheco. Luiz Pacheco nasceu em Lisboa a 07 de Maio de 1925 e morreu sábado no Hospital do Montijo. Frequentou o curso de Filologia Românica da Faculdade de Letras de Lisboa, em 1945 começou a publicar textos em vários jornais e revistas e em 1950 fundou a editora Contraponto, que publicou pela primeira vez Mário Cesariny e António Maria Lisboa. Raul Leal, Natália Correia e Vergílio Ferreira foram outros dos escritores publicados pela Contraponto. «Textos de Guerrilha», «Textos do Barro», «O Teodolito», «A comunidade» e «O libertino passeia por Braga a idólatra o seu esplendor» são algumas das obras de Luiz Pacheco. Diário Digital / Lusa 06-01-2008 12:50:00

manhã inteira # 44

ao sentar-se uma palavra chinesa –

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Caetano Veloso

Eu Sei Que Vou Te Amar Caetano Veloso Composição: Vinícius de Morais/Tom Jobim Eu sei que vou te amar Por toda a minha vida Eu vou te amar A cada despedida Eu vou te amar Desesperadamente Eu sei que vou te amar.. E cada verso meu será Prá te dizer Que eu sei que vou te amar Por toda a minha vida... Eu sei que vou chorar A cada ausência tua eu vou chorar Mas cada volta tua há de apagar O que essa tua ausência me causou... Eu sei que vou sofrer A eterna desventura de viver À espera de viver ao lado teu Por toda a minha vida... Eu sei que vou te amar Por toda a minha vida Eu vou te amar A cada despedida Eu vou te amar Desesperadamente Eu sei que vou te amar... E cada verso meu será Prá te dizer Que eu sei que vou te amar Por toda a minha vida... Eu sei que vou chorar A cada ausência tua eu vou chorar Mas cada volta tua há de apagar O que essa tua ausência me causou... Eu sei que vou sofrer A eterna desventura de viver À espera de viver ao lado teu Por toda a minha vida...

ALICE



GEIRINHAS

manhã inteira # 39

para Luiz Pacheco era uma romã de rosas e de fumo –

domingo, 6 de janeiro de 2008

manhã inteira # 37

cerro os dedos. com os olhos. sigo um fio-de-prumo –

MESTRE Luiz Pacheco

Morreu esta madrugada o MESTRE Luiz Pacheco. Passou a vida na Miséria, e até na prisão, em consequência da sua radicalidade e luta pela literatura livre. Morreu na Miséria apesar de um texto seu, «COMUNIDADE», valer 800 euros nos alfarrabistas. Depois da morte de Cesariny, ficamos reduzidos a dois grandes Mestres irrepetíveis: Herberto Helder, poeta, Vitor Silva Tavares, editor. Quando o Tempo os levar podemos fechar a porta da literatura portuguesa. E ainda bem, porque não os merecemos. Sendo portugueses só a morte os pode honrar. De esmolas viveram e vivem. Na morte, ao menos, não terão de pedir dinheiro.