terça-feira, 5 de abril de 2011

Satã















28.

Suponho que foi por ter passado excessivos
anos a obrigar o desenho em mim, que sequei
a força do coração e a nitidez da mente.
Desenhei sempre com o ânimo de quem está para falecer
e quem risca pensando, consome-se numa vida
imutável com as mãos-mortas. É por isso que só escrevo
quando morro e tão liberto morro para escrever.
®