sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Satã














#7


Praia das Maçãs


Se envés de poeta fosse poema haveria no centro
das minhas mãos uma espécie de círculo
, uma marca oculta de espantos e lentes convexas.
Mas eu não sou poema. Nada em mim é poema.
Sou o que as pessoas vêem: o poeta, o que não sendo
poema junta linhas paralelas de promessas
para depois as ouvir como quem ouve o som do mar
no ilusionismo de um búzio.

Frederico Mira George