quinta-feira, 7 de abril de 2011

Satã - Poemas Portugueses - Texto final


30.

7 de Abril – Satã – Poemas Portugueses - Fim

Afrontando de soslaio o corpulento envelope com os Poemas Portugueses, Satã, verificou que na realidade não tinha um nome. Ele era SATÃ, não se chamava Satã, como um PRÍNCIPE não se chama Príncipe... nem sempre
... tinha sido assim. Num análogo tempo, num local deleitoso e com o odor de ser deleitável, Alguém numa cerimónia breve, tinha-o baptizado.... ¿mas que memória pode ter um anjo do seu baptismo? Satã tinha redigido e anunciado o intacto Evangelho. Findado o ofício, e só por falta de lembrança, o Seu nome não poderia ser pronunciado.
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Satã




29.

Antes de ler os poemas que tinha assinalado,
Satã inaugurou os olhos para Livro-a-Livro
percorrer o quadriculado de notas.
¿«Seriam poemas que se entendessem»?
Aquietou-se, pois algures neste uni-verso
o Príncipe-Caído tinha redigido um Evangelho.
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