terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
domingo, 3 de fevereiro de 2008
sábado, 2 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
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domingo, 13 de janeiro de 2008
sábado, 12 de janeiro de 2008
Luiz Pacheco, ainda (sempre)
João Pedro George lamenta morte do escritor Luiz Pacheco
A morte do escritor e crítico literário Luiz Pacheco constitui «uma perda irrecuperável», disse hoje à agência Lusa o professor universitário João Pedro George, que considerou o escritor um «tipo humano singular e irrepetível».
Em declarações à agência Lusa, João Pedro George - que está a fazer a tese de doutoramento sobre a biografia do escritor e crítico literário - disse lamentar «imenso» a morte de Luiz Pacheco, que considerava um «amigo pessoal», um «tipo humano singular e irrepetível» e não «um exemplar em série como acontece normalmente».
Luiz Pacheco, que chegou a ser conhecido como «um escritor maldito», fez da crítica a maneira de estar na literatura e da literatura o estar, referiu.
«Sinto a morte de Luiz Pacheco de uma forma muito profunda, já que o considerava um amigo pessoal e é quase como se o conhecesse intimamente», acrescentou João Pedro George.
A nível literário, João Pedro George considerou que com o desaparecimento de Luiz Pacheco «se perde um escritor como não voltará a existir outro».
Sublinhou ainda que o projecto literário de Luiz Pacheco foi «indissociável» da sua vida, razão por que é difícil perceber um sem que se entenda a outra.
«Era uma personalidade que poderíamos considerar excêntrica, que sempre que abria a boca nunca se sabia o que ia dizer, mas era um ser humano único», frisou.
João Pedro George acrescentou que há «vários anos» que estuda a vida e obra de Luiz Pacheco, pelo que a vida do escritor tem «estado quase diariamente presente» na sua vida nos últimos anos.
«O crocodilo que voa» é o título do livro de João Pedro George, que sairá ainda este mês pela Tinta da China e que reúne as últimas entrevistas dadas por Luiz Pacheco.
Luiz Pacheco nasceu em Lisboa a 07 de Maio de 1925 e morreu sábado no Hospital do Montijo.
Frequentou o curso de Filologia Românica da Faculdade de Letras de Lisboa, em 1945 começou a publicar textos em vários jornais e revistas e em 1950 fundou a editora Contraponto, que publicou pela primeira vez Mário Cesariny e António Maria Lisboa.
Raul Leal, Natália Correia e Vergílio Ferreira foram outros dos escritores publicados pela Contraponto.
«Textos de Guerrilha», «Textos do Barro», «O Teodolito», «A comunidade» e «O libertino passeia por Braga a idólatra o seu esplendor» são algumas das obras de Luiz Pacheco.
Diário Digital / Lusa
06-01-2008 12:50:00
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Caetano Veloso
Eu Sei Que Vou Te Amar
Caetano Veloso
Composição: Vinícius de Morais/Tom Jobim
Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida
Eu vou te amar
A cada despedida
Eu vou te amar
Desesperadamente
Eu sei que vou te amar..
E cada verso meu será
Prá te dizer
Que eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida...
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que essa tua ausência me causou...
Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
À espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida...
Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida
Eu vou te amar
A cada despedida
Eu vou te amar
Desesperadamente
Eu sei que vou te amar...
E cada verso meu será
Prá te dizer
Que eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida...
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que essa tua ausência me causou...
Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
À espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida...
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
domingo, 6 de janeiro de 2008
MESTRE Luiz Pacheco
Morreu esta madrugada o MESTRE Luiz Pacheco. Passou a vida na Miséria, e até na prisão, em consequência da sua radicalidade e luta pela literatura livre. Morreu na Miséria apesar de um texto seu, «COMUNIDADE», valer 800 euros nos alfarrabistas. Depois da morte de Cesariny, ficamos reduzidos a dois grandes Mestres irrepetíveis: Herberto Helder, poeta, Vitor Silva Tavares, editor. Quando o Tempo os levar podemos fechar a porta da literatura portuguesa. E ainda bem, porque não os merecemos. Sendo portugueses só a morte os pode honrar. De esmolas viveram e vivem. Na morte, ao menos, não terão de pedir dinheiro.
sábado, 5 de janeiro de 2008
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
domingo, 30 de dezembro de 2007
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
domingo, 23 de dezembro de 2007
sábado, 22 de dezembro de 2007
manhã inteira # 30
duas carruagens em alta velocidade. pela janela espreito. eu nas duas. dois comboios voando em sentidos opostos colados um ao outro –
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
manhã inteira # 27
os olhos fechados. caído num poço. de terra. sinto as mãos dormentes e estou feliz –
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
manhã inteira # 25
tudo muito rápido. subir as escadas. o falcão a escutar-me. no alto senti. em fim. a prata –
domingo, 16 de dezembro de 2007
sábado, 15 de dezembro de 2007
A pedra de um novo templo vindo de longe

manda-me o João
Igreja de planta circular na Carolina do Sul, destruída durante um bombardeamento da Marinha Federal Americana em plena Guerra Civil.
Modelo dos novos templos da Igreja Católica Liberal
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
CONVITE
ALTERAÇÃO DE DATA
Por erro de impressão, a data do convite que seguiu para o lançamento do livro YESHUA, AS MULHERES DE JESUS, de Frederico Mira George, não está correcta.
O lançamento desta obra decorrerá no dia 20 de Dezembro (quinta-feira), às 18:30, na Livraria Byblos (Amoreiras Square), com apresentação de Miguel Portas.
Segunda-feira receberá um novo convite com os dados correctos.
Por este incómodo pedimos as nossas desculpas.
Por erro de impressão, a data do convite que seguiu para o lançamento do livro YESHUA, AS MULHERES DE JESUS, de Frederico Mira George, não está correcta.
O lançamento desta obra decorrerá no dia 20 de Dezembro (quinta-feira), às 18:30, na Livraria Byblos (Amoreiras Square), com apresentação de Miguel Portas.
Segunda-feira receberá um novo convite com os dados correctos.
Por este incómodo pedimos as nossas desculpas.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
manhã inteira # 19
nadavam a voar as folhas de um inverno inteiro. à frente delas um cão acelerou o passo –
domingo, 9 de dezembro de 2007
manhã inteira # 18
enfim, as chuvas. primeiras gotas no lago e algures. num papel o redondo vocábulo –
sábado, 8 de dezembro de 2007
FREDERICO MIRA GEORGE
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
YESHUA - As Mulheres de Jesus - Romance
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
sábado, 1 de dezembro de 2007
manhã inteira # 10
aquele anjo cruzou os braços junto ao coração. abriu os olhos. disse: eu, eu sou um anjo –
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Para João Lemos um Poema

Desenho de João Lemos
LUA SELENE
para o joão lemos
saibam que nas noites mais duras de évora
há,
pelos campos,
gente oculta que anda.
romeiros de uma nova roma.
peregrinos de uma nova jerusalém.
cobertos com escuros mantos
empunhando adagas flamejantes.
só uma estrela os guia.
saibam que nas noites mais duras,
nos campos de évora, há anjos que andam.
domingo, 25 de novembro de 2007
sábado, 24 de novembro de 2007
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
sábado, 17 de novembro de 2007
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
domingo, 11 de novembro de 2007
Íntima Fracção

«às vezes você quer ir a um lugar onde todos saibam o seu nome». assim começava a canção de abertura do programa televisivo «aquele bar»
como quem cumprimenta toda a gente, volto a encontrar-me «rumo ao sul» no espaço esotérico entre a virtualidade do computador e o sonho do éter_
como quem procura o amplexo da telefonia reencontro a «íntima» na fracção da noite – francisco amaral – pouco para dizer, muito para escutar, tudo para sentir.
daqui ouço o murmúrio de uma legião de ouvintes rumo à amada rádio. a sétima legião da beleza – logo a seguir…
gotas caem, dispersam-se sozinhas - XXXIX a XL
XXXIX
serão precisos muitos meses, talvez
anos, para saber o que está a matar
as abelhas _ os apicultores não sabem […]
[…] ninguém sabe _ mas dizem as escrituras
sagradas que quando as abelhas e as
andorinhas
nos abandonarem é porque nos céus se iniciou
.....a grande revelação:
XL
kohan_
o mestre declarou ter chegado o momento
do pequeno aprendiz partir sozinho.
já lhe tinha dado todos os ensinamentos e revelado
todas as práticas. _ . «agora tu» _ agora eu _ «não me
deves pedir mais conselhos. nem te deves lembrar de mim.
pensa como se me tivesses assassinado, e, se for necessário,
não hesites, mata-me já»
.....passou-lhe para a mão um bastão, uma adaga e mergulhou:
gotas caem, dispersam-se sozinhas - XXXII a XXXVIII
XXXII
xerazade aos quarenta anos, só
aos quarenta anos leio as noites
da arábia _ mil e uma _ simbade
numa barca bate-me à porta e pede
suave
.....um lugar com limos para dormir:
XXXIII
sê livre como uma pincelada japonesa.
ocupa de negro o lugar do falecido
..........irmão
..........cristo
verás como todas as flores
.....brotarão
.....na tua campa:
XXXIV
a sua santidade o brilho, o décimo quarto
brilho da minha janela _ eu presto homenagem.
a sua santidade o vidro, o segundo
da terceira janela _ eu presto homenagem.
a sua santidade sua santidade, primeira
sua santidade do meu brilho vitrio , eu
.....presto homenagem:
XXXV
se agora me dissessem ser eu o autor
d’a «a voz humana», palavra de honra que acreditava.
acreditava da mesma maneira que acredito,
quando me dizem,
que foi jean cocteau a escrevê-la.
..........fosse eu ou j+c
..........pela linha desse terrível telefone
.....soaria o mesmo disparo inevitável:
XXXVI
o teu nome é jaguar e és um búfalo
[sobrevivente entre a multidão, sem dúvida
mas um búfalo] _ dono de um jornal de província,
excluído da manada, tentando insistentemente
escrever romances. o que não seria tarefa difícil
assim conseguisses pegar com as patas a tua minúscula
.....montblanc:
XXXVII
não sei como hei-de responder à amabilidade
da senhora que serve
aqui
às mesas.
é gentil e encontrar gentileza nas pessoas que
servem às mesas dos cafés é tão raro… coisa
digna de uma gratidão a que não sei
..................................responder.
atrás dela
no balcão
.....reluz um prato de queijadas:
XXXVIII
como sempre existiu, o corpo policial existe
e com as mesmas características com que existia
no tempo em que sabíamos que ele existia.
estamos à sua mercê _ não falo de policias
de
giro
desses que envergam fatos de sopeira _ há uns
outros, os ratos, os que erguem espadas ao céu
para que os anjos sejam impedidos de passar.
mas os anjos, os meus, lutam
sem tréguas e ganham
.....empunhando espadas flamejantes:
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
gotas caem, dispersam-se sozinhas - XXVI a XXXI
XXVI
tinha dois macacos voadores,_dois pisa-papéis
..........(comiam aveia antes de adormecer),
tinha um vaso com trevos de oito folhas;
o cão que vinha ao meu chamado,
[…]tinha canetas e desenhos em mente[,,,]
agora estas coisas ficaram depositadas
.....na memória do jardim:
XXVII
o segredo está no sapato _ na paz final
nas farpas. palavras. palavras. palavras.
como em hamlet, sob um sol prateado,
estendida e morta flutuando nas águas da comporta
.....brilham grisalhos os cabelos de Virginia Woolf:
XXVIII
deixaram secar a fonte d’onde corriam peixes
deixaram secar os peixes
já não há asas nos convés dos navios
perguntam-me _ ¿ porquê e não lhes sei
...........(aos meninos)
...........dizer
.....uma palavra:
XXIX
hoje é o último dia em que posso
estar num café e escrever, hoje é
o último dia
de dinheiro para o café, para os poemas
é o dia infeliz que por mim, só por mim
.....adiava:
XXX
nunca mais quero dormir _ nunca mais
nunca mais quero dormir, ¿hã, não torno a repetir
quero sono
sono imenso daquele de que ninguém desperta
e ter um nome belo e lapidar
flores em volta e o choro de alguém à noite
numa cidade que eu não conhecesse
.....mas se chamasse paris:
XXXI
quando, às vezes _ em noites muito escuras,
ou muito claras [não as sei distinguir] _ me
sinto um cordeirinho e vou chorar para uma
cama com lençóis muito lavados e a cheirar a óleo de lavanda,
passa-me o todo o medo, sinto
.....uma roda de anjos e sou feliz:
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