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terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

k:

espécie de janeiro. sem frios nem tempestades. sobre o livro em branco, o candeeiro .'.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

domingo, 27 de janeiro de 2008

sábado, 26 de janeiro de 2008

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

domingo, 13 de janeiro de 2008

sábado, 12 de janeiro de 2008

o sonho

Luiz Pacheco, ainda (sempre)

João Pedro George lamenta morte do escritor Luiz Pacheco A morte do escritor e crítico literário Luiz Pacheco constitui «uma perda irrecuperável», disse hoje à agência Lusa o professor universitário João Pedro George, que considerou o escritor um «tipo humano singular e irrepetível». Em declarações à agência Lusa, João Pedro George - que está a fazer a tese de doutoramento sobre a biografia do escritor e crítico literário - disse lamentar «imenso» a morte de Luiz Pacheco, que considerava um «amigo pessoal», um «tipo humano singular e irrepetível» e não «um exemplar em série como acontece normalmente». Luiz Pacheco, que chegou a ser conhecido como «um escritor maldito», fez da crítica a maneira de estar na literatura e da literatura o estar, referiu. «Sinto a morte de Luiz Pacheco de uma forma muito profunda, já que o considerava um amigo pessoal e é quase como se o conhecesse intimamente», acrescentou João Pedro George. A nível literário, João Pedro George considerou que com o desaparecimento de Luiz Pacheco «se perde um escritor como não voltará a existir outro». Sublinhou ainda que o projecto literário de Luiz Pacheco foi «indissociável» da sua vida, razão por que é difícil perceber um sem que se entenda a outra. «Era uma personalidade que poderíamos considerar excêntrica, que sempre que abria a boca nunca se sabia o que ia dizer, mas era um ser humano único», frisou. João Pedro George acrescentou que há «vários anos» que estuda a vida e obra de Luiz Pacheco, pelo que a vida do escritor tem «estado quase diariamente presente» na sua vida nos últimos anos. «O crocodilo que voa» é o título do livro de João Pedro George, que sairá ainda este mês pela Tinta da China e que reúne as últimas entrevistas dadas por Luiz Pacheco. Luiz Pacheco nasceu em Lisboa a 07 de Maio de 1925 e morreu sábado no Hospital do Montijo. Frequentou o curso de Filologia Românica da Faculdade de Letras de Lisboa, em 1945 começou a publicar textos em vários jornais e revistas e em 1950 fundou a editora Contraponto, que publicou pela primeira vez Mário Cesariny e António Maria Lisboa. Raul Leal, Natália Correia e Vergílio Ferreira foram outros dos escritores publicados pela Contraponto. «Textos de Guerrilha», «Textos do Barro», «O Teodolito», «A comunidade» e «O libertino passeia por Braga a idólatra o seu esplendor» são algumas das obras de Luiz Pacheco. Diário Digital / Lusa 06-01-2008 12:50:00

manhã inteira # 44

ao sentar-se uma palavra chinesa –

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Caetano Veloso

Eu Sei Que Vou Te Amar Caetano Veloso Composição: Vinícius de Morais/Tom Jobim Eu sei que vou te amar Por toda a minha vida Eu vou te amar A cada despedida Eu vou te amar Desesperadamente Eu sei que vou te amar.. E cada verso meu será Prá te dizer Que eu sei que vou te amar Por toda a minha vida... Eu sei que vou chorar A cada ausência tua eu vou chorar Mas cada volta tua há de apagar O que essa tua ausência me causou... Eu sei que vou sofrer A eterna desventura de viver À espera de viver ao lado teu Por toda a minha vida... Eu sei que vou te amar Por toda a minha vida Eu vou te amar A cada despedida Eu vou te amar Desesperadamente Eu sei que vou te amar... E cada verso meu será Prá te dizer Que eu sei que vou te amar Por toda a minha vida... Eu sei que vou chorar A cada ausência tua eu vou chorar Mas cada volta tua há de apagar O que essa tua ausência me causou... Eu sei que vou sofrer A eterna desventura de viver À espera de viver ao lado teu Por toda a minha vida...

ALICE



GEIRINHAS

manhã inteira # 39

para Luiz Pacheco era uma romã de rosas e de fumo –

domingo, 6 de janeiro de 2008

manhã inteira # 37

cerro os dedos. com os olhos. sigo um fio-de-prumo –

MESTRE Luiz Pacheco

Morreu esta madrugada o MESTRE Luiz Pacheco. Passou a vida na Miséria, e até na prisão, em consequência da sua radicalidade e luta pela literatura livre. Morreu na Miséria apesar de um texto seu, «COMUNIDADE», valer 800 euros nos alfarrabistas. Depois da morte de Cesariny, ficamos reduzidos a dois grandes Mestres irrepetíveis: Herberto Helder, poeta, Vitor Silva Tavares, editor. Quando o Tempo os levar podemos fechar a porta da literatura portuguesa. E ainda bem, porque não os merecemos. Sendo portugueses só a morte os pode honrar. De esmolas viveram e vivem. Na morte, ao menos, não terão de pedir dinheiro.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

manhã inteira # 25

tudo muito rápido. subir as escadas. o falcão a escutar-me. no alto senti. em fim. a prata –

sábado, 15 de dezembro de 2007

manhã inteira # 23

¿que sopro, que verbo? um minuto antes as mãos tinham gelado –

A pedra de um novo templo vindo de longe



manda-me o João

Igreja de planta circular na Carolina do Sul, destruída durante um bombardeamento da Marinha Federal Americana em plena Guerra Civil.
Modelo dos novos templos da Igreja Católica Liberal

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

CONVITE

ALTERAÇÃO DE DATA



Por erro de impressão, a data do convite que seguiu para o lançamento do livro YESHUA, AS MULHERES DE JESUS, de Frederico Mira George, não está correcta.

O lançamento desta obra decorrerá no dia 20 de Dezembro (quinta-feira), às 18:30, na Livraria Byblos (Amoreiras Square), com apresentação de Miguel Portas.

Segunda-feira receberá um novo convite com os dados correctos.



Por este incómodo pedimos as nossas desculpas.



manhã inteira # 21

um cavalo num dia obscuro. a alma ascendeu –

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

domingo, 9 de dezembro de 2007

sábado, 8 de dezembro de 2007

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

sábado, 1 de dezembro de 2007

manhã inteira # 10

aquele anjo cruzou os braços junto ao coração. abriu os olhos. disse: eu, eu sou um anjo –

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Para João Lemos um Poema


Desenho de João Lemos

LUA SELENE
para o joão lemos

saibam que nas noites mais duras de évora
há,
pelos campos,
gente oculta que anda.
romeiros de uma nova roma.
peregrinos de uma nova jerusalém.
cobertos com escuros mantos
empunhando adagas flamejantes.
só uma estrela os guia.

saibam que nas noites mais duras,
nos campos de évora, há anjos que andam.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

domingo, 11 de novembro de 2007

Íntima Fracção




«às vezes você quer ir a um lugar onde todos saibam o seu nome». assim começava a canção de abertura do programa televisivo «aquele bar»

como quem cumprimenta toda a gente, volto a encontrar-me «rumo ao sul» no espaço esotérico entre a virtualidade do computador e o sonho do éter_
como quem procura o amplexo da telefonia reencontro a «íntima» na fracção da noite – francisco amaral – pouco para dizer, muito para escutar, tudo para sentir.
daqui ouço o murmúrio de uma legião de ouvintes rumo à amada rádio. a sétima legião da beleza – logo a seguir…

gotas caem, dispersam-se sozinhas - XXXIX a XL

XXXIX serão precisos muitos meses, talvez anos, para saber o que está a matar as abelhas _ os apicultores não sabem […] […] ninguém sabe _ mas dizem as escrituras sagradas que quando as abelhas e as andorinhas nos abandonarem é porque nos céus se iniciou .....a grande revelação: XL kohan_ o mestre declarou ter chegado o momento do pequeno aprendiz partir sozinho. já lhe tinha dado todos os ensinamentos e revelado todas as práticas. _ . «agora tu» _ agora eu _ «não me deves pedir mais conselhos. nem te deves lembrar de mim. pensa como se me tivesses assassinado, e, se for necessário, não hesites, mata-me já» .....passou-lhe para a mão um bastão, uma adaga e mergulhou:

gotas caem, dispersam-se sozinhas - XXXII a XXXVIII

XXXII xerazade aos quarenta anos, só aos quarenta anos leio as noites da arábia _ mil e uma _ simbade numa barca bate-me à porta e pede suave .....um lugar com limos para dormir: XXXIII sê livre como uma pincelada japonesa. ocupa de negro o lugar do falecido ..........irmão ..........cristo verás como todas as flores .....brotarão .....na tua campa: XXXIV a sua santidade o brilho, o décimo quarto brilho da minha janela _ eu presto homenagem. a sua santidade o vidro, o segundo da terceira janela _ eu presto homenagem. a sua santidade sua santidade, primeira sua santidade do meu brilho vitrio , eu .....presto homenagem: XXXV se agora me dissessem ser eu o autor d’a «a voz humana», palavra de honra que acreditava. acreditava da mesma maneira que acredito, quando me dizem, que foi jean cocteau a escrevê-la. ..........fosse eu ou j+c ..........pela linha desse terrível telefone .....soaria o mesmo disparo inevitável: XXXVI o teu nome é jaguar e és um búfalo [sobrevivente entre a multidão, sem dúvida mas um búfalo] _ dono de um jornal de província, excluído da manada, tentando insistentemente escrever romances. o que não seria tarefa difícil assim conseguisses pegar com as patas a tua minúscula .....montblanc: XXXVII não sei como hei-de responder à amabilidade da senhora que serve aqui às mesas. é gentil e encontrar gentileza nas pessoas que servem às mesas dos cafés é tão raro… coisa digna de uma gratidão a que não sei ..................................responder. atrás dela no balcão .....reluz um prato de queijadas: XXXVIII como sempre existiu, o corpo policial existe e com as mesmas características com que existia no tempo em que sabíamos que ele existia. estamos à sua mercê _ não falo de policias de giro desses que envergam fatos de sopeira _ há uns outros, os ratos, os que erguem espadas ao céu para que os anjos sejam impedidos de passar. mas os anjos, os meus, lutam sem tréguas e ganham .....empunhando espadas flamejantes:

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

gotas caem, dispersam-se sozinhas - XXVI a XXXI

XXVI tinha dois macacos voadores,_dois pisa-papéis ..........(comiam aveia antes de adormecer), tinha um vaso com trevos de oito folhas; o cão que vinha ao meu chamado, […]tinha canetas e desenhos em mente[,,,] agora estas coisas ficaram depositadas .....na memória do jardim: XXVII o segredo está no sapato _ na paz final nas farpas. palavras. palavras. palavras. como em hamlet, sob um sol prateado, estendida e morta flutuando nas águas da comporta .....brilham grisalhos os cabelos de Virginia Woolf: XXVIII deixaram secar a fonte d’onde corriam peixes deixaram secar os peixes já não há asas nos convés dos navios perguntam-me _ ¿ porquê e não lhes sei ...........(aos meninos) ...........dizer .....uma palavra: XXIX hoje é o último dia em que posso estar num café e escrever, hoje é o último dia de dinheiro para o café, para os poemas é o dia infeliz que por mim, só por mim .....adiava: XXX nunca mais quero dormir _ nunca mais nunca mais quero dormir, ¿hã, não torno a repetir quero sono sono imenso daquele de que ninguém desperta e ter um nome belo e lapidar flores em volta e o choro de alguém à noite numa cidade que eu não conhecesse .....mas se chamasse paris: XXXI quando, às vezes _ em noites muito escuras, ou muito claras [não as sei distinguir] _ me sinto um cordeirinho e vou chorar para uma cama com lençóis muito lavados e a cheirar a óleo de lavanda, passa-me o todo o medo, sinto .....uma roda de anjos e sou feliz: